Reactivan consultas tras baja de tasas, aunque acceso es limitado

Desde março, os bancos têm reduzido as taxas de juros, o que trouxe uma nova esperança ao mercado de créditos hipotecários. Com essa queda, algumas linhas de crédito já estão em níveis de um dígito. A procura por informações subiu consideravelmente, mas ainda existem barreiras, como os altos requisitos de renda e as exigências de crédito que dificultam a recuperação plena do setor.

Nos últimos meses, as instituições financeiras começaram a oferecer taxas mais atrativas, impulsionando o interesse dos cidadãos. Segundo informações de bancos, as consultas para a obtenção de créditos cresceram, especialmente após as taxas de financiamento terem sido cortadas. No entanto, o que chama mais atenção é que agora muitas ofertas estão novamente acessíveis, refletindo uma melhoria nas condições.

Quais são as taxas por banco para créditos hipotecários?

Nos últimos dias, diversas instituições registraram cortes significativos nas taxas, com reduções que, em alguns casos, superaram cinco pontos percentuais. O Banco Nacional se destaca com uma taxa de 6% mais UVA para clientes, seguido pelo ICBC, que oferece 6,9% mais UVA para quem tem o salário creditado. O Banco Ciudad inicia suas ofertas a partir de 7,5% mais UVA, enquanto o BBVA varia entre 7,5% e 10,9% mais UVA, dependendo do perfil do cliente. A Credicoop ajustou sua linha para 8%, o Banco Macro para 8,5%, o Santander para 9,5% mais UVA e o Banco Patagonia para 9,7%.

O aumento nas consultas e as limitações do mercado

As reduções nas taxas geraram um aumento notável nas consultas. Futuras pessoas compradoras começaram a simular as mensalidades e a solicitar informações sobre os créditos. Porém, apesar desse movimento, os processos ainda são restritos.

De acordo com a RE/MAX, uma das principais imobiliárias do país, desde janeiro as consultas vêm crescendo gradativamente. Contudo, eles ressaltam que, além das taxas, o que realmente importa para quem pensa em financiar é o valor da parcela e o montante total a ser financiado. Muitos ainda avaliam se o crédito será aprovado, levando em conta sua capacidade de pagamento.

Barreiras que persistem

A verdade é que esse aumento nas consultas ainda não se traduziu em uma quantidade maior de créditos aprovados. Um dos principais obstáculos continua sendo o nível de renda exigido pelas instituições. Por exemplo, para um crédito de u$s100.000, financiando 80% do valor da propriedade, a parcela inicial pode variar entre $750.000 e $1.000.000, o que requer uma renda familiar mensal próxima de $4 milhões em muitos casos. Isso exclui uma parte significativa da população, especialmente considerando a queda do poder aquisitivo nos primeiros meses do ano.

Além dos requisitos de renda, os bancos mantêm critérios rigorosos para aprovar novos créditos. Exigem emprego formal, tempo mínimo de dedicação, baixo nível de endividamento e um bom histórico de crédito. Recentemente, o Banco Nacional alterou seus critérios de pontuação, buscando ser mais flexível com possíveis tomadores de crédito, embora a prudência continue sendo a prioridade das instituições.

Muitos ainda direcionam seus recursos para empréstimos a empresas, especialmente em dólares. Dados mostram um crescimento significativo nos empréstimos em moeda forte, refletindo a preferência dos bancos por clientes corporativos.

Em um diálogo recente, um economista destacou que as taxas devem continuar a cair nos próximos meses. O Banco Nacional ainda lidera com a oferta mais competente (6%) e tem sido responsável por muitas das hipotecas aprovadas. A busca por créditos hipotecários UVA parece longe de acabar, e a movimentação nas plataformas dos bancos indica um crescente interesse da população.

Neste contexto, é fundamental acompanhar as atualizações e ofertas do mercado, já que as condições podem mudar rapidamente, refletindo a dinâmica econômica do nosso país.

Botão Voltar ao topo